domingo, 9 de agosto de 2009

Tomou sua dose de pânico hoje?

O documentário argentino Operação Pandemia no mínimo coloca em dúvida mais uma onda de pavor promovida pelas empresas de edição de notícias.
Anteriormente abordamos os interesse políticos por trás do bombardeio de manchetes com pouco conteúdo sobre a gripe. O vídeo trata de interesses da indústria farmacêutica mas também envolve personalidades políticas internacionais, algumas muito conhecidas pelo envolvimento direto com as sujeiras da era Bush.
Ressaltamos mais uma vez que todas as recomendações de prevenção devem ser seguidas, teremos uma vida mais saudável por causa disso, porém, descartemos o pânico da moda porque muitos outros virão depois desse.
No entanto, caso queira surfar entre uma e outra onda de pavor midiático, lembre-se de Drummond;

Congresso Internacional do Medo

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que estereliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

Carlos Drommond de Andrade.

sábado, 8 de agosto de 2009

ALSTOM-PSDB: Silêncio no ninho


A Alstom, empresa francesa do ramo de transportes e energia, está sendo investigada pelos ministérios públicos da França e da Suíça por corrupção de servidores públicos. Aqui no Brasil começou a ser citada em (poucas) notícias por ser suspeita do mesmo crime envolvendo membros do governo de São Paulo desde a gestão Mário Covas. Entre os vários investigados está Robson Marinho, coordenador de campanha, ex-secretário da Casa Civil do governo Mário Covas (PSDB) e atual conselheiro do TCE - Tribunal de Contas do Estado.


A justiça paulista já enviou pedido à Suíça para congelar contas particulares em nome de Marinho e outros investigados.
Prestigiado pelos tucanos Serra e Alckmin em página eletrônica do governo paulista, Robson Marinho é poupado plo Estadão, Folha de São Paulo, TV Globo e outras empresas de edição de notícias: não tem jornalistas na porta de sua casa, não perguntam se seus chefes sabiam das propinas, não é tratado como testa de ferro dos governos pela qual passou.
No máximo o associam ao "governo dos anos 90", como disse Fátima Bernades no Jornal Nacional, na sexta feira de 7 de agosto, ao governo do falecido Mário Covas, ou no máximo ao genérico "governo paulista".
Citar nominalmente José Serra e Geraldo Alckmin, nem pensar. E no ninho demo-tucano: silêncio.

Para acompanhar o caso:
nova corja
Luis Nassif
Blog do IZB
Vote Brasil

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Gripe ou fumaça?


O pânico fabricado em torno do H1N1 tem aparência e cheiro de fumaça. As empresas de edição de notícias acabam de ser derrotadas em mais uma tentativa de golpe, desta vez contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB). Seu principal paladino da honestidade anticorrupção, Arthur Virgílio (PSDB), confessou na tribuna ser culpado por usar dinheiro público para fins privados.
O senador Pedro Simon (PMDB), aquele que criticou duramente aliados e gente do próprio partido, foi constrangido três vezes nessa semana; foi humilhantemente interpelado pelo ex-presidente e atual senador Fernando Collor (PTB), justificou declarações dadas em entrevista da GNT, ao vivo, para o desmoralizado presidente do STF Gilamar "Dantas" Mendes e está sendo questionado pelo aparente silêncio sobre o indiciamento da governadora de seu estado, a tucana Yeda Crusius.
Os mercenários da pena usam de tudo para legitimar um golpe, seja como o frustrado na Venezuela, seja como o bem sucedido, por enquanto, em Honduras. Mentira, falsificação de documentos, coação, omissão, e agora, pânico são despejados diariamente nos meios de comunicação.
Por que tudo isso? As notícias são tratadas com total desequilíbrio - não há destaque em torno das acusações, investigadas pela Procuradoria da República, contra a governadora Yeda Crusius (PSDB); nada se fala sobre as denúncias de corrupção eleitoral, do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB); com exceção da TV Record, as denúncias comprovadas de corrupção na terceirização da merenda da prefeitura de São Paulo, dirigida por Gilberto Kassab (DEM) , parecem não ser relevantes e, finalmente, o prefeito-governador-presidente José Serra, vulgo Zé Pedágio, Serrágio, exterminador de CPIs, conta com total apoio da maioria das grandes empresas de edição de notícias brasileiras.
Por outro lado, o Governo Federal e seus aliados são massacrados nos noticiários.
Quanto à gripe, não somos irresponsáveis em negar a sua propagação e a necessidade de prevenção, mas não compartilhamos com a indústria de boatos em torno dela. Há e-mails, alguns até com CRM (registro de profissional médico) falando em milhares de mortes no Brasil. O resultado está no aumento da auto-medicação, na histeria nas grandes cidades brasileiras, no preconceito contra qualquer cidadão que espirre em público e na desinformação causada pela espetacularização dos fatos.
2010 está aí. A chamada "grande imprensa brasileira", aquela da ditabranda, age como um departamento de propaganda nazista.
Faça sua escolha: a fumaça das manchetes ou a clara análise crítica manifestada em diferentes opiniões.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Semântica da ditabranda


A grande imprensa nanica chama Fidel Castro, Chaves, Mevedev e outros que não seguem a cartilha made em USA, de "ditadores", "anti-democráticos", "linha dura" e por aí vai. Depois do golpe militar em Honduras, o títere Roberto Micheletti recebeu a alcunha de "presidente interino". O espanto dura pouco quando lembramos que mudam-se as fezes mas as moscas da ditabranda continuam as mesmas.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

The patriots



Os marinhos, os mesquitas e os frias não conseguem esconder sua torcida pela tão ansiada crise econômica. Os editorias pregam uma austeridade econômica no antigo estilo do FMI – redução salarial, corte drástico nas áreas sociais, redução de serviços públicos e de investimentos pesados.

Nos últimos três meses a linha editorial incentiva cancelamento de crédito e distribuição de renda para as camadas mais populares (C,D e E), coloca em dúvida planejamentos estratégicos como exploração do pré-sal e a reativação da indústria bélica nacional.
Tudo isso em coro com a oposição golpista capitaneada principalmente pelos tucanos.

O senador tucano Artur Virgílio não esconde qual é sua opinião sobre a crise ao recomendar, no Jornal Nacional, medidas amargas e impopulares para salvaguardar a economia brasileira. Leia-se resguardar o lucro máximo das operações financeiras em detrimento da segurança social, desastre executado por FHC nas crises que assolaram seu governo.

Uma pesquisa rápida nos editoriais da primeira quinzena de novembro nos veículos de comunicação e entretenimento comandado pelas patrióticas famiglias citadas no parágrafo inicial deste texto, revelará uma curiosidade estonteante: o IBGE anunciava um crescimento de 6,8% de crescimento no terceiro trimestre do ano, mas a imprensa exortava o apocalipse financeiro. Chegou-se ao extremo da emissora pertencente à família mais poderosa produzir uma matéria, apoiada por “especialistas”, que comentava sobre os males do crescimento da economia e do consumo de bens no mercado interno. Isso antes da novela das 9 horas onde é consumido patê de foi gras como se fosse manteiga.

Os patriotas torcem o nariz pelas iniciativas (ainda insuficientes) para incentivar a produção e manutenção de distribuição de renda no país. Por eles, seria feito como no inesquecível filme Os Fuzis, de Ruy Guerra – esvaziar os armazéns sob vigilâncioa do exército e voltar apenas no tempo das vacas gordas.

Felizmente a perspectiva é outra, mas é preciso manter a atenção afinal o epíteto de golpistas não foi usado nesse artigo apenas como desabafo. As famiglias da comunicação são associadas ao que há de mais reacionário e temerário no país, e por mais que se afirmem patriotas na verdade são Patriots.