terça-feira, 12 de outubro de 2010

Serra não conhece Paulo Preto?



O candidato da aliança demo tucana afirma não conhecer Paulo Vieira de Souza, vulgo Paulo Preto. Antes de ser o centro das atenções pela suspeita de arrecadar 4,4 milhões de reais em nome do PSDB e não entregar, foi responsável pela construção do Rodoanel, uma das obras mais alardeadas e adiada das gestões tucanas.

Como está proibido, por Dilma, de dizer que é trololó, Serra optou simplismente por negar que conheça seu ex-funcionário.

O Ruminemos, em uma singela contribuição, sugere ao candidato que pergunte ao senador eleito por São Paulo, Aloysio Nunes que, segundo reportagem da revista Isto É, conhece o chamado homem-bomba dos tucanos.


Um homem com passado

Citado na Operação Castelo de Areia e preso por tentar vender um bracelete roubado, Paulo Vieira de Souza cobra que José Serra o defenda das acusações de Dilma Roussef, mas o demo tucano parece fugir da polêmica.
Frente a frente da adversária, Serra se viu sem a barreira de assessores, da imprensa golpista, sem a torcida uniformizada paga para acompanhá-lo. Como afirmou várias vezes a candidata - tergiversou, mas não respondeu nada.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A imprensa partidária

O Brasil de Fato pesquisou várias edições dos jornais O Globo, da famí(g)lia marinho, Folha de São Paulo, da famí(g)lia, O Estado de São Paulo, da famí(g)lia mesquita* e constatou a falácia da neutralidade jornalística insistentemente repetida por essas empresas de edição de notícias.

O período apurado foi entre 28 de agosto e 27 de setembro e o tema da pesquisa foram as notícias negativas, neutras e positivas em relação à candidata Dilma Roussef.

O gráfico resultante da enquete demonstra a opinião francamente negativa à petista. Depois falam de abordagem isenta...

Saudades da ditabranda


Sabemos que existe em S. Paulo uma corrente separatista que prefere a occupação extrangeira à evolução do Brasil (…). Oswald de Andrade e Pagu – O Homem do Povo, n° 1, março 1931

As empresas de versões de notícias do eixo Rio-SP e seus repetidores, atualmente conhecidos como PIG, atuam como se vivêssemos em uma ditadura ou na Inquisição.

As manchetes dos veículos de comunicação pertencentes às famí(g)lias frias, marinho, civita e mesquita ora se assemelham aos textos contidos nos temidos Atos Institucionais da ditadura militar, ora parecem com os processos liderados por Torquemada, o mais temido inquisidor do Santo Ofício.

Ainda que o candidato José Serra, pautado pela imprensa golpista, venha assumindo um caráter de grande inquisidor e perseguidor de demônios, não é ia fé dos brasileiros que está em jogo; é a democracia que está ameaçada.

Há vários indícios de que uma possível vitória da coligação demotucana significaria o fim da liberdade de expressão, a perseguição de jornalistas, intelectuais, blogueiros, artistas e de lideranças do movimento popular.

Engana-nos o mal com aparências de bem – Pe. António Vieira

A demissão da articulista Maria Rita Kehl pelo Estadão, por criticar o preconceito da elite contra as classes D e E; a demissão do jornalista Heródoto Barbeiro pela tv Cultura, depois de questionar Serra sobre os pedágios; a censura do blog Falha de São Paulo pelo jornal Folha de São Paulo; a indisfarçada parcialidade do jornalismo da Globo; a censura das pesquisas eleitorais e do Blog do Esmael, pelo governador eleito no Paraná, o tucano Beto Richa, são alguns dos vários os exemplos de atentados contra a liberdade de expressão e de opinião. Ao mesmo tempo, atribuem ao governo Lula o que eles praticam.

O demotucanato se diz iluminista, mas gostam mesmo é das sombras da censura e suspiram pela atmosfera pesada dos porões da ditadura, carinhosamente apelidada de ditabranda por um panfleto do baixo jornalismo paulista.

Nós voltamos e votamos Dilma 13


Depois de um longo tempo impossibilitados de postar, por motivos tecnológicos e pessoais, voltamos com todo o pique.

Voltamos e declaramos nosso voto em Dilma 13 por muitas razões mas destacamos como principais a continuidade de um projeto soberano de nação, pela democracia para o povo e não para meia dúzia, e pela possibilidade de mudanças estruturais tão necessárias para alterar as relações sociais do Brasil.

Nesse segundo turno, as propostas ficarão mais evidenciadas apesar da imprensa golpista usar todo seu arsenal de mentiras e baixarias aprendidas desde o tempo em que defendiam a manutenção da política escravocrata, e os golpes militares sofridos pelo país.

O candidato da direita demotucana, José Serra, passa a assumir uma postura arriscada: o obscurantismo político e religioso. Respondamos com a história daqueles que morreram defendendo a liberdade, com o dia a dia daqueles que hoje tem emprego, casa própria, educação e saúde, situação diferente de quando FHC era presidente e José Serra seu ministro.

Para concluir nossa breve nota, recomendamos a visita ao Canal do Ruminemos no youtube, basta acessar a barra devídeos no alto da página.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Emir Sader analisa a relação mídia e governo Lula

Em artigo publicado na Carta Capital, Emir Sader faz uma análise do paradoxo criado pela mídia: o governo Lula.
Ressaltamos que o paradoxo existe apenas para uma mídia acostumada a ficar de joelhos e se assusta quando, na história do país, alguém se levanta e leva junto o povo brasileiro.

Emir Sader: A mídia e o escândalo Lula

Quem olhasse para o Brasil através da imprensa, não conseguiria entender a popularidade do Lula. Foi o que constatou o ex-presidente português Mario Soares, que a essa dicotomia soma a projeção internacional extraordinária do Lula e do Brasil no governo atual e não conseguia entender como a imprensa brasileira não reflete, nem essa imagem internacional, nem o formidável e inédito apoio interno do Lula.

Acontece que Lula não se subordinou ao que as elites tradicionais acreditavam reservar para ele: que fosse eternamente um opositor denuncista, sem capacidade de agregar, de fazer alianças, se construir uma força hegemônica no país. Ficaria ali, isolado, rejeitado, até mesmo como prova da existência de uma oposição – incapaz de deixar de sê-lo.

Quando Lula contornou isso, constituiu um arco de alianças majoritário e triunfou, lhe reservavam o fracasso: ataque especulativo, fuga de capitais, onda de reivindicações, descontrole inflacionário, que levasse a população a suplicar pela volta dos tucanos-pefelistas, enterrando definitivamente a esquerda no Brasil por vinte anos.

Lula contornou esse problema. Aí o medo era de que permanecesse muito tempo, se consolidasse. Reservaram-lhe então o papel de “presidente corrupto”, vitima de campanhas orquestradas pela mídia privada – como em 1964 -, a partir de movimentos como o “Cansei”. Ou o derrubariam por impeachment ou supunham que ele pudesse capitular, não se candidatando de novo, ou que fosse, sangrado pela oposição, ser derrotado nas eleições de 2006. Tinham lhe reservado o destino do presidente solitário no poder, isolado do povo, rejeitado pelos “formadores de opinião”, vitima de mais um desses movimentos que escolhem cores para exibir repudio a governos antidemocráticos e antipopulares.

Lula superou esses obstáculos, conquistou popularidade que nenhum governante tinha conseguido, o povo o apóia. Mas nenhum espaço da mídia expressa esse sentimento popular – o mais difundido no país. O povo não ouve discursos do Lula na televisão, nem no rádio, nem os pode ler nos jornais. Lula não pode falar ao povo, sem a intermediação da mídia privada, que escolhe o que deseja fazer chegar à população. Nunca publica um discurso integral do presidente da republica mais popular que o Brasil já teve. Ao contrário, se opõem frenética e sistematicamente a ele, conquistando e expressando os 3% da população que o rejeita, contra os 82% que o apóiam.

Talvez nada reflita melhor a distância e a contraposição entre os dois países que convivem, um ao lado do outro. Revela como, apesar da moderação do seu governo, sua imagem, sua trajetória, o que ele representa para o povo brasileiro, é algo inassimilável para as elites tradicionais. Essa mesma elite que tinha uma imensa e variada equipe de apologetas de Collor e de FHC, não tolera o fracasso deles e o sucesso nacional e internacional, político e de massas, de um imigrante nordestino, que perdeu um dedo na máquina, como torneiro mecânico, dirigente sindical e um Partido dos Trabalhadores, que não aceitou a capitulação ou a derrota.

Lula é o melhor fenômeno para entender o que é o Brasil hoje, em todas as posições da estrutura social, em todas as dimensões da nossa história. Quase se pode dizer: diga-me o que você acha do Lula e eu te direi quem és.

Fonte: Carta Maior