segunda-feira, 6 de julho de 2009

Semântica da ditabranda


A grande imprensa nanica chama Fidel Castro, Chaves, Mevedev e outros que não seguem a cartilha made em USA, de "ditadores", "anti-democráticos", "linha dura" e por aí vai. Depois do golpe militar em Honduras, o títere Roberto Micheletti recebeu a alcunha de "presidente interino". O espanto dura pouco quando lembramos que mudam-se as fezes mas as moscas da ditabranda continuam as mesmas.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

The patriots



Os marinhos, os mesquitas e os frias não conseguem esconder sua torcida pela tão ansiada crise econômica. Os editorias pregam uma austeridade econômica no antigo estilo do FMI – redução salarial, corte drástico nas áreas sociais, redução de serviços públicos e de investimentos pesados.

Nos últimos três meses a linha editorial incentiva cancelamento de crédito e distribuição de renda para as camadas mais populares (C,D e E), coloca em dúvida planejamentos estratégicos como exploração do pré-sal e a reativação da indústria bélica nacional.
Tudo isso em coro com a oposição golpista capitaneada principalmente pelos tucanos.

O senador tucano Artur Virgílio não esconde qual é sua opinião sobre a crise ao recomendar, no Jornal Nacional, medidas amargas e impopulares para salvaguardar a economia brasileira. Leia-se resguardar o lucro máximo das operações financeiras em detrimento da segurança social, desastre executado por FHC nas crises que assolaram seu governo.

Uma pesquisa rápida nos editoriais da primeira quinzena de novembro nos veículos de comunicação e entretenimento comandado pelas patrióticas famiglias citadas no parágrafo inicial deste texto, revelará uma curiosidade estonteante: o IBGE anunciava um crescimento de 6,8% de crescimento no terceiro trimestre do ano, mas a imprensa exortava o apocalipse financeiro. Chegou-se ao extremo da emissora pertencente à família mais poderosa produzir uma matéria, apoiada por “especialistas”, que comentava sobre os males do crescimento da economia e do consumo de bens no mercado interno. Isso antes da novela das 9 horas onde é consumido patê de foi gras como se fosse manteiga.

Os patriotas torcem o nariz pelas iniciativas (ainda insuficientes) para incentivar a produção e manutenção de distribuição de renda no país. Por eles, seria feito como no inesquecível filme Os Fuzis, de Ruy Guerra – esvaziar os armazéns sob vigilâncioa do exército e voltar apenas no tempo das vacas gordas.

Felizmente a perspectiva é outra, mas é preciso manter a atenção afinal o epíteto de golpistas não foi usado nesse artigo apenas como desabafo. As famiglias da comunicação são associadas ao que há de mais reacionário e temerário no país, e por mais que se afirmem patriotas na verdade são Patriots.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Boris, o desavisado


Boris Casoy afirmou na segunda feira, dia 4 de novembro, que se a Infraero privatizar os aeroportos, não haverá corrupção, cabide de emprego e ineficiência.
É sabido até pelas lagartixas que o jornalista é um dos porta vozes da política neoliberal, e quando critica é para reclamar de sua aplicação ineficiente.

Mas Boris anda distraído, ou não reflete sobre as notícias que lê: Daniel Dantas, Cacciola, os bancos estatizados nos EUA e Europa, as acusações de corrupção no FMI e Banco Mundial, apenas para falar sobre exemplos recentes.

Boris, o desavisado, ainda acredita na propaganda do "elefante branco", personagem da campanha de Fernando Collor e levada a sério por Fernando Henrique, o príncipe das socialites, almirante-mor da privataria.

"É uma vergonha", diria nosso fiel empregado das empresas de entretenimento e versões caso observasse que os últimos grandes escândalos de corrupção envolvem até o pescoço uma quantidade enorme de empresas privadas.


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O outro de FHC é FHC


Garimpamos quatro pequenos vídeos com duas entrevistas de FHC: Uma no Brasil, outra no exterior.
O Príncipe das socialites, em inglês, não consegue mascarar o desconforto de comparar seu governo com o do Presidente Lula. Desconversa, tenta vencer pela verborragia, dá informações absoluntamente contraditórias, tenta mostrar-se como o FHC articulado, sociólogo da Sorbone, mas não tem jeito - o outro FHC também é FHC.
Já a entrevista co m Jõ Soares seria uma conversa de comadres não fosse a língua infeliz do tucano. Confira

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Pelo corte dos gastos públicos (com os interesses privados)


Miriam Leitão, Bóris Casoy, o Estadão, a Folha de São Paulo e as empesas Globo, a Veja e Isto É são euforicamente consensuais quando o assunto é corte de gastos públicos. Os comentaristas e âncoras das empresas de comunicação têm intensificado a repetição do mantra redução de gastos do governo apontando para redução de investimentos em infraestrutura e setores sociais - a velha fórmula neoliberal.

Não comentam os bilhões já liberados para os bancos privados que são os únicos a nunca perderem nas sucessivas crises econômicas pelas quais o país passou.
Não citam sequer uma linha sobre a renúncia fiscal do governo federal que possibilita ao Itaú, a privatizada Vale, HSBC, Unibanco e outras empresas produzirem projetos culturais nem sempre voltados para as camadas com dificuldade de acesso a esse direito social. Basta ver onde são realizados os eventos ITaú Cultural, em São Paulo, do HSBC, em Curitiba e por aí afora.

O governo demo-tucano do prefeito-governador-presidente José Serra faz pior; reduz a arrecadação do ICMS das grandes empresas a título de incentivo à concorrência (leia-se guerra fiscal). Com isso, as universidades públicas paulistas ficam na dependência das famigeradas fundações, verdadeiros mistérios quanto aos destinos do financiamento e pesquisa por elas capitaneadas. A Adusp - Associação dos Docentes da USP, tem até um Dossiê Fundações que sequer foi citado quando as empresas de comunicação e entretenimento do país denunciaram o reitor da Unb. O motivo é um só: o silêncio em torno das administrações demo-tucanas de São Paulo.

Outra fonte de gastos milionários com dinheiro público é a publicidade institucional. Os governos de todas esferas deveriam rever contratos e critérios para contratação de serviços de mídia. Milhões são absorvidos por poucos latifundiários da comunicação. A líder de captação desse tipo de verba no país são as empresas Globo, mas convenientemente não sugerem cortes nessa área.

Assim como a hipócrita postura dos neoliberais ao reverenciar o estado mínimo somente nos momentos lucrativos e cobrar do Estado o ressarcimento dos prejuízos, os mercenários da pena como Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo, da muitas vezes desmoralizada Veja, não contrariam o interesse dos patrões, mas são verdadeiros prodígios para adjetivar negativamente os programas sociais e o investimento em educação por exemplo.

Tributação de fortunas, mudança nos critérios de reforma fiscal, mudança nos critérios e preços dos contratos de propaganda institucional, redução de juros e principalmente mudança na política econômica voltada para atender o cassino financeiro, cortaria os gastos públicos em bilhões, mas isso não estará no Jornal Nacional nem na Veja.