segunda-feira, 2 de novembro de 2009

FHC surta o verbo!

(ou Quo Vadis, FHC?)

O
ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acaba de se tornar o maior cínico da história republicana brasileira após escrever o artigo Para onde vamos? publicado no Estadão e repetido por uma vara de bacuris regionais do PIG.

O tucano, quando governo do Brasil, ordenou a ocupação de refinarias da Petrobras pelo exército, perseguiu o MST com o todo aparato jurídico e policial a seu dispor, chamou os brasileiros de botocudos e vagabundos, admitiu esconder segredos do povo, mudou a constituição para ficar mais tempo no poder, proibiu CPIs, governou por decreto, desconsiderou o Congresso Nacional, desmantelou o patrimônio público, escondeu um filho fora do casamento, fez inúmeras viajens com o intuito exclusivo de alimentar o narcisismo voraz, isso apenas para citar alguns de seus atos no poder.

FHC quer que esqueçamos o autoritarismo neoliberal praticado por ele durante seus oito anos como presidente, sem mencionar o tempo que ficou no Ministério da Fazenda durante a gestão de Itamar Franco. Atribui, desavergonhadamente, seus defeitos ao governo Lula, como faz logo no início do artigo aqui citado: "enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda". Ou seja, tenta tranferir a s características de sua administração antipopular ao mais aclamado governo do país.

Henrique Cardoso parece acometido do temor do esquecimento e por isso recorre ao golpe baixo da crítica mentirosa para ver-se no centro das atenções. As fami(g)lias midiáticas lhe dão respaldo e reproduzem palavras de quem demonstra um descontrole verbal sem precedentes na política.

A perplexidade com as palavras do príncipe das docialytes só não é maior porque uma das características dos governos neoliberais é esconder suas atrocidades atrás de palavras como democracia e liberdade; vide Bush, Fujimori, Menen e o próprio FHC que não hesitaram em sacrificar a economia, segurança e bem estar social de seus países, sempre em nome dos mais altos valores ocidentais.

O discurso do ex-mandatário é construído através de remissões a vários clichês da imprensa golpista que ataca a lei do pré-sal, a cadidatura de Dilma Roussef, a popularidade de Lula, a projeção do Brasil no exterior, a valorização das forças armadas, etc.
Fernando Henrique expõe, discursivamente, o seu fracasso como sociólogo e como governo. Não esconde o melindre de seu ego e procura desqualificar vitórias que extrapolam o âmbito pessoal de Lula - são conquistas de uma população que reconhece um governo popular.

A máxima do texto está em seu fechamento: "Termino dizendo que é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo, antes que seja tarde." Tarde para quem? Para o PIG que a cada dia perde a credibilidade? Para os especuladores que apostaram contra o país e perderam mercado para os bancos públicos? Para a elite racista que começa a ter contestada sua visão de Casa Grande? Para os tucanos engalfinhados entre serristas e o resto do bando? Conhecendo o Farol de Alexandria, como o denomina Paulo Henrique Amorim, não é do povo que FHC fala.

Delírios de um falador

O PSDB não quer ser associado a FHC depois de ter sofrido duas fragorosas derrotas em eleições federais. O povo há muito tempo rejeita aquele que jogou sua auto estima a níveis abismais. Até mesmo as forças armadas o consideram veladamente como um traidor pelo sucateamneto da tropa em seu governo.
Ainda assim, Fernando Henrique Cardoso acha-se merecedor de alguma atenção além daquela que lhe é dada pelo reduto do PIG-DEMO-PSDB e das rídiculas peruas plastificadas do fracassado cansei.
Sua coerência de boquirroto não mantém consistência quando confrontada, como podemos verificar em sua entrevista no Hard Talk, programa da BBC que dispomos nesta página.

Concluímos que FHC surtou mais uma vez, vai gerar protestos, uns tantos defensores mais raivosos que delirantes, mas voltará ao seu lugar devido: ao monturo onde depositou seu governo.



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